A arte de bem servir
Com uma decoracao de interior minimalista no entanto classica,
conseguiu-se um resultado acolhedor, social e simultaneamente informal.
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| Sobre as Termas de S. Vicente |
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Grandes nomes portugueses da Química dedicam-se a estes estudos, destacando-se António Bernardino Gomes, José Júlio Rodrigues, Visconde de Vila Maior, Agostinho Vicente Lourenço, Vergílio Machado, todos de Lisboa, enquanto no Porto se distingue na matéria, J. Ferreira da Silva e A. de Sousa Reis. Em Coimbra sobressai Joaquim dos Santos e Silva.
Segundo Bardet, trata-se de águas naturais cujo uso provoca, no organismo humano, modificações que podem ser usadas favoravelmente. Desde os tempos mais remotos, que o homem recorre a estas águas para o tratamento dos seus padecimentos. Referindo somente os sábios da antiguidade, cujas luzes iluminam os fundamentos da Ciência, como Hipócrates, Aristóteles ou Heródoto, observa-se que o primeiro legou uma obra sobre a utilidade terapêutica das águas, e diz-se que Heródoto se serviu, para alívio dos seus males, das nascentes minerais de Emauz, na povoação da Galileia. Nota-se, desta forma, que os trabalhos de aplicação primitiva da água, como elemento de cura, já representavam, nessas épocas, um recurso importante de tratamento. Os Celtas e os Gauleses usavam-na como tal. Mas foi nos tempos da Gália e de Roma Antiga, que as estâncias naturais atingiram, com os seus grandes balneários, o maior relevo, despertando o interesse dos que pretendiam minorar a doença. Restam, ainda hoje em Portugal, vestígios dessa época, nomeadamente em S. Vicente de Entre-os-Rios, Canaveses, Taipas, Caldelas, Chaves, S. Pedro do Sul, Termas dos Cássios, em Lisboa e ruínas de Ossonoba no Algarve. Invocando inicialmente o culto de divindades como Apólo, Minerva ou Esculápio tomaram, depois, a denominação de santidades que a tradição ainda conserva em muitas nascentes. |
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